Os exames de sangue desempenham um papel fundamental para a manutenção da nossa saúde, pois permitem identificar alterações no organismo antes mesmo do surgimento de sintomas. Eles são aliados valiosos para a detecção precoce de inflamações, disfunções metabólicas e outras condições que podem comprometer a saúde a longo prazo.
De acordo com o especialista em bacteriologia do LANAC – Laboratório de Análises Clínicas, Marcos Kozlowski, a inflamação crônica pode passar despercebida por anos, sendo importante focar na prevenção. “As inflamações crônicas, quando não diagnosticadas, contribuem para o desenvolvimento de diversas doenças, como diabetes, doenças cardiovasculares e até mesmo câncer. Por isso, exames laboratoriais que avaliam marcadores inflamatórios são essenciais para um diagnóstico preciso e para o acompanhamento da saúde do paciente”, explica.
Diagnosticar essas condições precocemente permite adotar estratégias preventivas e terapêuticas mais eficazes. Nesse contexto, os exames de sangue são aliados fundamentais. Pensando nisso, o especialista elencou nove tipos de exames de sangue que ajudam a identificar inflamações no organismo.
Ferritina
A ferritina é uma proteína que armazena ferro no organismo. Quando seus níveis estão elevados, pode ser um indicativo de inflamação crônica, doenças hepáticas e até mesmo sobrecarga de ferro. Por outro lado, níveis baixos (abaixo de 50) podem levar a sintomas como queda de cabelo, desânimo e dificuldade para ganhar massa muscular.
Insulina
A insulina é um hormônio essencial para o metabolismo da glicose. Quando seus níveis estão elevados, isso pode indicar resistência insulínica, um quadro associado à inflamação crônica e ao desenvolvimento de doenças como diabetes tipo 2 e obesidade. Manter a insulina sob controle é fundamental para evitar complicações metabólicas.
Homocisteína
Esse aminoácido, quando encontrado em altas concentrações no sangue, pode indicar risco cardiovascular e inflamação. Níveis elevados estão relacionados a um maior risco de doenças como aterosclerose, AVC e tromboses. A regulação da homocisteína depende de uma dieta equilibrada e da ingestão adequada de vitaminas do complexo B.
PCR (Proteína C Reativa)
A PCR é um dos marcadores mais utilizados para detectar inflamação sistêmica. Altos níveis dessa proteína no sangue indicam processos inflamatórios ativos, podendo estar associados a infecções, doenças autoimunes e risco aumentado de problemas cardiovasculares.
Gama GT
A enzima Gama GT é um marcador hepático que ajuda a identificar sobrecarga do fígado e processos inflamatórios no órgão. Seu aumento pode indicar consumo excessivo de álcool, doenças hepáticas e disfunções metabólicas, como resistência insulínica.
Vitamina B12
A vitamina B12 é essencial para o metabolismo energético e para a saúde neurológica. Sua deficiência pode aumentar os níveis de homocisteína e contribuir para processos inflamatórios. Além disso, baixos níveis de vitamina B12 podem causar fadiga, fraqueza muscular e problemas cognitivos.
Vitamina D
Além de sua função essencial na saúde óssea, a vitamina D desempenha um papel crucial no sistema imunológico. Níveis baixos dessa vitamina estão associados ao aumento da inflamação, maior suscetibilidade a infecções e risco de doenças autoimunes.
Ácido úrico
O ácido úrico é um subproduto do metabolismo das purinas. Quando seus níveis estão elevados, pode haver deposição de cristais nas articulações, causando inflamação e dores intensas, como ocorre na gota. Além disso, o excesso de ácido úrico pode estar relacionado ao aumento do risco cardiovascular.
Hemoglobina glicada
Esse exame mede a média da glicemia nos últimos três meses. Quando seus valores estão elevados, indica que a glicose no sangue tem permanecido alta por longos períodos, o que pode levar a processos inflamatórios e danos aos vasos sanguíneos, aumentando o risco de complicações como neuropatias e doenças cardiovasculares.
