A alienação parental é caracterizada pela manipulação de um dos genitores para afastar a criança do outro, prejudicando o vínculo familiar e afetando diretamente o bem-estar emocional. Estudos recentes demonstram que crianças vítimas dessa prática estão mais suscetíveis ao desenvolvimento de transtornos, como ansiedade, depressão e dificuldades nos relacionamentos interpessoais.
A advogada especializada em direito das famílias, Letícia Peres, destaca que “a alienação parental não só fere o direito da criança ao convívio familiar saudável, mas também pode gerar sérios danos psicológicos, afetando a autoestima e a capacidade da criança de construir relações afetivas estáveis no futuro”. Ela reforça que, além das repercussões emocionais, a criança pode enfrentar dificuldades de socialização e até problemas no desempenho escolar, prejudicando seu desenvolvimento geral.
Como preservar o bem-estar dos filhos?
A conscientização sobre os efeitos da alienação parental é crucial para prevenir seus danos. A advogada sugere que, para mitigar os riscos dessa prática, é fundamental incentivar o diálogo saudável entre os pais, especialmente durante o processo de separação, independente das diferenças. De acordo com ela, a comunicação aberta entre os genitores, com o suporte de um mediador, pode ser um passo importante para garantir que a criança não seja usada como instrumento de conflito.
Além disso, a busca por orientação legal especializada é essencial. A advogada explica que, em casos de alienação parental, é fundamental que as famílias procurem ajuda de profissionais terapeutas, também especializados, para proporcionar às crianças um crescimento em um ambiente familiar equilibrado e saudável. A Lei nº 12.318/2010, que trata da alienação parental, estabelece medidas para identificar, prevenir e punir essa prática, visando a proteção integral dos direitos das crianças e adolescentes.
“É essencial que a sociedade e os profissionais envolvidos, como advogados, psiquiatras e psicólogos, estejam atentos aos sinais de alienação parental, para que se possa agir preventivamente e evitar que as crianças sejam expostas a esse tipo de violência emocional. Pais e mães precisam andar de mãos dadas. Um não é melhor do que outro, nem afetivamente nem materialmente. Pais e mães se complementam”, finaliza Letícia.
