Nos últimos tempos, a telemedicina se tornou uma opção na vida de muitos pacientes, especialmente desde a pandemia. Porém, para muitas pessoas, essa modalidade ainda causa dúvidas, ainda mais porque algumas coisas que se ouve por aí sobre ela podem não ser verdadeiras.
Assim, quer saber exatamente como a telemedicina pode ser usada e se ela vale a pena para você no momento? A seguir, o Dr. Fernando Tarter, Médico Responsável Técnico da Vital Help, tira as principais dúvidas sobre o assunto para te ajudar com isso:
Há redução de custos?
Sim. Uma das vantagens é justamente a otimização de recursos, tanto para pacientes quanto para instituições de saúde. Segundo o Dr. Tarter, o atendimento remoto elimina gastos com deslocamento e reduz despesas operacionais em hospitais e clínicas.
“Pacientes ganham em praticidade, com atendimento domiciliar, enquanto instituições de saúde economizam e expandem sua capacidade de atendimento”, explica.
Tem segurança dos dados?
Muitas pessoas se preocupam com a segurança dos dados médicos nesse caso. Porém, em instituições sérias, as consultas são realizadas por plataformas protegidas com criptografia e as práticas seguem as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Exames físicos à distância podem ocorrer?
Já existem dispositivos tecnológicos que permitem a realização de exames físicos remotos, como ausculta cardíaca e pulmonar, otoscopia e oroscopia. No Brasil, ferramentas como o TytoCare já são utilizadas por hospitais, planos de saúde e universidades.
“Com o suporte desses dispositivos, conseguimos realizar avaliações precisas, sem a necessidade de deslocamento”, destaca o especialista.
Rede pública também tem?
Até algum tempo atrás, esse serviço era restrito principalmente a convênios e clínicas particulares. Contudo, hoje em dia as redes públicas de várias cidades já contam com a telemedicina.
Médicos mantêm a qualidade?
Por fim, a ideia de que o atendimento remoto compromete a qualidade da assistência médica também não se sustenta. Os profissionais que atuam na telemedicina são os mesmos que atendem presencialmente, seguindo as diretrizes do Conselho Federal de Medicina e da Associação Médica Brasileira
“A telemedicina amplia as possibilidades de atendimento, permitindo que mais pessoas tenham acesso aos especialistas”, finaliza Tarter.
