A morte de Jesus teve início antes mesmo de ele ser preso à cruz, ao considerar seu enfraquecimento mental e físico, lento e impetuoso. Segundo o Evangelho de Marcos, por exemplo, Jesus levou seis horas para morrer. Cristo foi submetido à flagelação, preso a uma coluna e cruelmente golpeado com um flagrum – chicote com várias tiras de couro e bolinhas de metal nas pontas – até atingir seus músculos e ossos, acarretando violentas hemorragias em seu corpo.
Como provocação dos soldados romanos ao “Rei dos Judeus”, foi cravada uma coroa repleta de espinhos, penetrando veias, artérias e nervos em sua cabeça. Alguns pesquisadores acreditam que, o mais provável é que Jesus tenha arrastado somente o patibulum, parte horizontal de uma cruz, com peso de até 27 quilos aproximadamente.
De acordo com os costumes da época, Jesus teria sido pregado no patibulum por três soldados. O primeiro ficaria sentado sobre o peito de Cristo com o intuito de imobilizá-lo. O segundo seguraria suas pernas e, o terceiro seria o responsável por pregar suas mãos na peça. Estudos mostram que a cruz romana tinha o formato da letra T, sem a ponta na parte vertical, como é conhecida. A clássica cruz teria surgido devido uma placa pregada acima da estaca horizontal, que dizia em hebraico, grego e latim: “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus”, ou INRI, abreviação em latim.

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Ao contrário do que indica a Bíblia, alguns historiadores defendem a possibilidade de Jesus ter sido preso pelos pulsos. Mas o médico legista norte-americano Frederick Zugibe fez testes comprovando a tese de que, realmente, daria para sustentar todo o peso do corpo com pregos cravados nas palmas das mãos.
O modo como foram presos os pés de Jesus também gera polêmica. Quadros que surgiram no século IX mostram os pés de Jesus pregados sobre um apoio de madeira. Porém, Frederick Zugibe defende que os pés foram presos lado a lado, com pregos cravados entre os ossos metatarsais e as solas encostadas na cruz. Não há registros sobre o uso desse apoio.
O calvário
Existem várias teorias sobre a causa da morte de Jesus, entre elas a de que seu coração teria sido perfurado. A Bíblia revela o episódio de um soldado que teria enfiado uma lança no peito de Jesus para confirmar sua morte e, desse corte, teria escorrido água e sangue.

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Segundo Zugibe, após pesquisar empiricamente sobre a causa da morte de Cristo e fazer testes realistas a respeito, constatou que Jesus teria sofrido uma parada cardiorrespiratória em função das profundas hemorragias, dores agonizantes e desidratação que sofreu.
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Texto: Nathália Piccoli