Ninguém gosta de viver com medos. Se esse medo for de algo que faça parte do cotidiano, então, nem se fale. A verdade é que não existe uma fórmula mágica, nem é da noite para o dia, mas é possível reverter uma fobia (sim, há esperança!). E o quanto antes buscar ajuda, melhor.
Segundo o médico Gilberto Katayama, dentre as técnicas utilizadas, está a “a reprogramação de memórias, que, se feita com técnica específica e bem aplicada, pode eliminar a fobia, além de proporcionar ao individuo uma boa qualidade de vida”.
Terapias contra a fobia
É importante que os pacientes busquem ajuda profissional para superarem seus medos excessivos, apesar de o isolamento ser uma forma de evitar certos desconfortos. A fim de reverter os quadros de fobia, a psicanalista Cristianne Vilaça elenca algumas linhas de tratamento que podem ser aliadas na batalha contra o mal.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL. Essa é uma opção interessante para lidar com dificuldades emocionais, como ansiedade e estresse. Isso porque o objetivo do terapeuta especialista nessa técnica é identificar e compreender os fatores que estão incomodando a pessoa, além de fazer com que ela enxergue suas preocupações em relação a acontecimentos tanto externos como internos, tirando o foco da adversidade em si. Assim, conforme as sessões avançam, o paciente consegue ir mudando os pensamentos que ativam o gatilho do desconforto emocional em questão.
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TERAPIA REICHIANA. Desenvolvida por um dos seguidores de Freud, o psicanalista de origem austríaca Wilhelm Reich, a terapia reichiana entende que, além de trabalhar os aspectos psicológicos do paciente, também ressalta os sinais corporais dele, ou seja, funciona em nível psicossomático. A essa relação, Reich deu o nome de “couraça”, definindo uma para as características físicas, “muscular”, e outra relacionada aos traços da personalidade da pessoa, “caracterológica”. Desse modo, a couraça funciona como um bloqueio da realidade para aquele indivíduo, com a intenção de defender o corpo e a mente de influências externas entendidas por ele como nocivas, o que pode levar a distúrbios psicológicos diferentes, como depressão e fobias.
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Hipnose. “São utilizadas técnicas de sugestão na tentativa de mostrar que o objeto do temor não representa perigo”;
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GESTALT TERAPIA. O que difere esta de outras psicoterapias é o fato de o terapeuta não buscar impor nenhuma verdade sobre as dificuldades que seu cliente apresenta na consulta, trabalhando com a afirmação de que cada ser humano é autêntico por si só. “Não dá pra separar o homem do seu mundo. Enxergamos o universo a partir das nossas histórias, valores e crenças; então o mundo que o paciente enxerga está totalmente atrelado a sua forma de ser, ao seu caminho às características da sua personalidade”, explica o gestalt terapeuta Marcelo Pinheiro.
Consultorias: Cristianne Vilaça, psicanalista; Gilberto Katayama, médico especialista em medicina do trabalho e instrutor de treinamentos do Núcleo Ser.
Texto e entrevistas: Vitor Manfio/Colaborador – Edição: Augusto Biason/Colaborador