Ter o próprio negócio segue entre os maiores sonhos dos brasileiros. Uma nova pesquisa mostra que esse desejo continua forte e cada vez mais diverso. Hoje, empreender vai muito além da loja física tradicional.
Segundo o Global Entrepreneurship Monitor 2025, 40% da população vê o empreendedorismo como um dos principais objetivos de vida. O levantamento também indica que 41,1% pretendem abrir um negócio nos próximos anos. Isso coloca o Brasil entre os países com maior potencial empreendedor.
O que mudou no empreendedorismo
Empreender já não significa, necessariamente, abrir uma loja e investir alto logo no começo. O avanço da tecnologia abriu espaço para novos formatos de negócio. Hoje, muitas pessoas começam com estrutura pequena e crescem aos poucos.

Os caminhos mais comuns incluem negócios digitais, produção de conteúdo, serviços online e produtos personalizados. Essas alternativas permitem transformar habilidades em renda. Em muitos casos, tudo começa dentro de casa.
Essa mudança também deixou o empreendedorismo mais acessível. Quem antes dependia de grande capital agora pode testar ideias de forma gradual. Assim, o processo se torna menos arriscado e mais flexível.
A pesquisa ajuda a entender esse movimento. O desejo de ter um negócio próprio não diminuiu. Pelo contrário, ele se fortaleceu com a expansão dos canais digitais e das ferramentas de venda.
Histórias que inspiram
A trajetória de Isamara Neves mostra bem essa nova fase. Apaixonada por personalização, ela encontrou nas máquinas de corte da Cricut uma forma de unir criatividade e tecnologia. Com isso, transformou uma habilidade em negócio.
Ela passou a criar projetos personalizados e também a produzir conteúdo para redes sociais. Além disso, vende arquivos digitais para artesãos e pequenos empreendedores. O trabalho dela mostra como presença digital e produção criativa podem andar juntas.
Outro exemplo é Ana Dantas, criadora da Abelha de Papel. Ex-enfermeira, ela conheceu o artesanato em um momento difícil da vida. A papelaria criativa surgiu como terapia e acabou virando profissão.
Ana começou com flores gigantes de papel e depois ampliou a atuação. Hoje, desenvolve moldes, cursos e compartilha conhecimento com outras mulheres. O que era hobby se transformou em um negócio com identidade própria.
Essas histórias mostram que empreender não tem uma única fórmula. Cada trajetória nasce de uma combinação diferente entre talento, oportunidade e constância. E isso amplia as possibilidades para quem quer começar.
Criatividade e tecnologia
A combinação entre criatividade e tecnologia mudou a forma de empreender. Hoje, um negócio pode nascer de uma ideia simples e ganhar escala com apoio digital. Redes sociais, aplicativos e ferramentas de produção ajudam nesse processo.
Muitos empreendedores vendem mais do que produtos físicos. Eles também oferecem conhecimento, arquivos, aulas e serviços personalizados. Isso cria novas fontes de receita e fortalece a marca pessoal.
Esse modelo funciona bem para quem busca começar com pouco. Em vez de esperar o cenário ideal, muitas pessoas testam ideias no caminho. Assim, ajustam o produto conforme a resposta do público.
A tecnologia também facilita a divulgação. Com presença digital, o empreendedor alcança mais pessoas sem depender apenas de ponto físico. Isso torna o negócio mais visível e mais competitivo.
Formas atuais de empreender
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Venda de produtos personalizados.
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Produção de conteúdo para redes sociais.
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Prestação de serviços online.
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Criação e venda de arquivos digitais.
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Ensino por cursos e mentorias.
Esses formatos mostram que o empreendedorismo ficou mais aberto. Hoje, um negócio pode nascer de uma habilidade criativa ou técnica. E crescer conforme a demanda aparece.
Como começar com menos risco
O primeiro passo é identificar uma habilidade com potencial de mercado. Nem todo negócio precisa começar grande. Muitas vezes, o diferencial está em resolver uma necessidade real.
Depois, vale testar a ideia em pequena escala. Isso pode acontecer com poucos clientes, vendas limitadas ou conteúdo nas redes. O objetivo é entender o que funciona antes de crescer.
Também é importante observar a resposta do público. Comentários, pedidos e dúvidas ajudam a ajustar a oferta. Assim, o negócio evolui com base em dados reais, não em suposições.
Vinícius Gonçalves, gerente da Cricut no Brasil, destaca essa mudança. “Hoje existem diferentes formas de começar a empreender”, afirma. Segundo ele, a tecnologia ampliou o acesso à capacitação e às ferramentas de produção.
O especialista também chama atenção para a construção gradual. “Empreender não significa necessariamente fazer um grande investimento logo no início”, diz. Para ele, a validação acontece no contato com o público.
Passos para tirar a ideia do papel
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Identifique uma habilidade útil ou desejada.
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Observe uma demanda real do mercado.
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Comece pequeno e com estrutura simples.
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Use redes sociais para divulgar o trabalho.
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Ajuste o produto com base no retorno dos clientes.
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Invista em aprendizado contínuo.
Esses passos ajudam a reduzir o risco inicial. Um negócio bem observado cresce com mais consistência. E ganha força quando o empreendedor entende sua audiência.
O papel das redes sociais
As redes sociais mudaram o jogo para quem quer empreender. Elas funcionam como vitrine, canal de venda e espaço de relacionamento. Para muitos pequenos empreendedores, esse é o ponto de partida.
Além de divulgar produtos, as redes ajudam a criar confiança. O público acompanha processos, bastidores e resultados. Isso fortalece a conexão entre marca e cliente.
No caso de negócios baseados em conteúdo, esse ambiente é ainda mais importante. A audiência vira parte da construção da marca. E o negócio se desenvolve junto com a comunidade.
A presença digital também acelera testes. É possível lançar uma ideia, medir o interesse e ajustar rapidamente. Isso torna o processo mais dinâmico e eficiente.
Um sonho em expansão
Os dados mostram que o sonho de ter um negócio próprio segue vivo. Mais do que isso, ele ganhou novas formas de se concretizar. Hoje, empreender pode significar criar, ensinar, personalizar e vender online.
As histórias de Isamara e Ana ajudam a mostrar essa virada. Ambas começaram por caminhos diferentes, mas encontraram no empreendedorismo uma chance real de transformação. E esse movimento reflete o momento atual do país.
Com mais ferramentas, mais acesso e mais canais de venda, empreender ficou mais democrático. O desafio continua existindo, claro. Mas o caminho para começar hoje é muito mais aberto do que antes.