O avanço da tecnologia também transformou a forma como muitas pessoas se relacionam.

Videochamadas, sexting, plataformas de conteúdo adulto e brinquedos controlados por aplicativos abriram novas possibilidades para quem busca manter a intimidade, mesmo à distância.

Nesse contexto, surgiu o termo orgasmo digital.

Saiba o que é orgasmo digital - Foto: Fatal Fans @fatal_fans | CO ASSESSORIA.

Embora seja uma expressão popular e não uma categoria médica, ela descreve experiências em que a excitação e o prazer acontecem com a ajuda de recursos tecnológicos.

O que é o orgasmo digital?

O orgasmo é o ápice da resposta sexual e pode ser alcançado de diferentes maneiras. Além do toque físico, fatores como imaginação, sons, imagens e fantasias também podem estimular o prazer.

Segundo Eva, sexóloga virtual da plataforma Fatal Fans, cada pessoa responde de forma diferente aos estímulos.

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“Não existe uma única maneira de chegar lá. Algumas pessoas respondem melhor ao toque, outras dependem muito da imaginação, de estímulos visuais ou auditivos. O prazer não segue a mesma lógica para todo mundo”, explica.

O chamado orgasmo digital acontece justamente quando esses estímulos chegam por meio de ferramentas digitais, como mensagens, chamadas de vídeo ou dispositivos conectados.

A tecnologia mudou a forma de viver a intimidade

Relacionamentos à distância e o uso cada vez maior da tecnologia fizeram crescer o interesse por novas formas de conexão entre casais.

O orgasmo digital pode acontecer durante conversas por vídeo, sexting, transmissões ao vivo ou com brinquedos sexuais sincronizados por aplicativos, permitindo que parceiros em cidades ou países diferentes compartilhem experiências íntimas.

Apesar do nome, o prazer continua sendo uma resposta do organismo.

O corpo continua sendo o protagonista

Mesmo quando a excitação começa por uma tela, a resposta acontece fisicamente.

Durante o orgasmo, o organismo libera substâncias relacionadas ao prazer e ao bem-estar.

Também ocorrem contrações involuntárias, principalmente na região do assoalho pélvico, além do aumento dos batimentos cardíacos e da respiração.

“Mesmo quando a excitação começa por uma conversa ou uma imagem na tela, o orgasmo continua sendo físico. É o corpo que responde”, afirma a especialista.

Por que a prática tem ganhado espaço?

A popularização dos aplicativos de mensagens, das videochamadas e dos dispositivos conectados tornou esse tipo de experiência mais acessível.

Além disso, muitas pessoas enxergam a tecnologia como uma alternativa para manter a proximidade emocional e a vida íntima em relacionamentos à distância ou durante períodos em que o encontro presencial não é possível.

Para a especialista, o principal impacto está nas possibilidades de conexão.

“A tecnologia não criou outro tipo de orgasmo. Ela apenas ampliou as possibilidades de estímulo e permitiu que a experiência acontecesse sem contato presencial. O que mudou foi o caminho até o prazer”, conclui.